A Humildade é uma Vantagem Evolutiva.

iStock-845547386-696x464.jpg

Pode parecer um contra-senso gabar um traço de carácter que se distingue pela sua discrição e modéstia, mas estudos recentes vêm confirmar que a humildade é uma vantagem. Não é fácil fingi-la, mas pode ser cultivada.

Um artigo recente no The New York Times despertou a atenção. “Be Humble, and Proudly, Psychologists Say”, o que traduzido dá qualquer coisa como “Seja humilde, com orgulho, dizem os psicólogos”. Apetece perceber, uma vez que a humildade é um traço de personalidade tantas vezes desvalorizado, associado a fraqueza, subserviência ou baixa autoestima. Ora, parece que é precisamente o contrário, dizem os estudos citados pelo jornal norte-americano e os especialistas que consultámos.

Um desses estudos, coordenado por Daryl Van Tongeren, professor de psicologia da Universidade de Hope, no Michigan, conclui que a humildade é uma vantagem não só no estabelecimento de relações mais fortes e significativas como em termos de saúde mental. Uma maior tendência para não julgar, os outros e a si próprio, para ser compreensivo e para não guardar rancores cria os recursos psicológicos para uma maior capacidade de superação das dificuldades e proteção da saúde mental.

As pessoas com humildes são menos influenciáveis, menos manipuláveis (e manipuladoras) e menos extremistas.

Outra cientista, Elizabeth Krumrei Mancuso, da Universidade de Pepperdine, levou a cabo uma série de experiências que a conduziram à conclusão de que a humildade está fortemente associada à curiosidade, à capacidade de reflexão e à abertura de espírito, o que torna as pessoas com este traço de personalidade menos influenciáveis, menos manipuláveis (e manipuladoras) e menos extremistas, em termos políticos, ideológicos ou religiosos, apesar de mais convictas das suas opiniões, o que, parecendo uma contradição, não é.

Joana Valério, psicóloga clínica e da educação, da Claramente, explica porquê. “A humildade tem sido, ao longo do tempo, um conceito pouco compreendido, mas se formos à origem etimológica da palavra, descobrimos que deriva do latim “humus”, que designa terra.

A capacidade de aceitação e de tolerância dos aspetos mais vulneráveis e dolorosos da personalidade permite estabelecer relações interpessoais sustentadas sobretudo na compreensão em vez de ser no julgamento e na crítica.

Assim sendo, a humildade pode ser entendida como um processo psicológico a partir do qual o indivíduo se relaciona consigo e com os outros de forma realista, mantendo “os pés assentes na terra” e reconhecendo não só as suas qualidades como as suas limitações. Este posicionamento perante si próprio e os outros é sem dúvida vantajoso do ponto de vista psicológico, na medida em que a consciência das nossas limitações nos torna mais disponíveis para investir no nosso próprio desenvolvimento pessoal e para aceder a níveis mais sofisticados de conhecimento”.

De acordo com a especialista, para além desta recetividade para a aprendizagem, a capacidade de aceitação e de tolerância dos aspetos mais vulneráveis e dolorosos da personalidade também permite estabelecer relações interpessoais sustentadas sobretudo na compreensão em vez de ser no julgamento e na crítica, o que aumenta a qualidade dos relacionamentos.

A inércia pode dever-se em grande parte aos baixos níveis de humildade dos líderes nas organizações.

Lurdes da Costa Gonçalves, investigadora da universidade de Aveiro, também tem vantagens a apontar à humildade – que considera um “recurso valioso, raro, insubstituível e difícil de imitar” – nomeadamente a nível empresarial, para a liderança, a criatividade e as relações de trabalho.

“A humildade é uma virtude crucial para que as organizações se libertem da inércia e se tornem mais adaptáveis e abertas à contínua transformação necessária para o seu sucesso e/ou sobrevivência. A inércia pode dever-se em grande parte aos baixos níveis de humildade dos líderes nas organizações”, explica a especialista, acrescentando que, de acordo com a sua investigação sobre a influência da humildade na criatividade das equipas, “os que reconhecem os pontos fortes dos outros e os seus contributos; apreciam as contribuições de outros sem se sentir ameaçado por eles; têm uma maior abertura a novas ideias e a noção de que não sabem tudo, estando abertos e recetivos à aprendizagem, e uma maior propensão a considerar com maior precisão o seu lugar no universo contribuem para que as equipas sintam segurança em desenvolver um comportamento criativo”.

Quais são as principais características de uma pessoa humilde?

Segundo a psicóloga Joana Valério, tende a revelar um autoconhecimento mais desenvolvido e uma autoimagem mais íntegra e coesa na qual estão integrados os aspetos mais fortes da personalidade mas também os mais vulneráveis. “Para além de aceitar as diferenças com mais tranquilidade e sem julgamento, a pessoa humilde demonstra mais empatia, interesse e respeito pela perspetiva do outro, comunicando sem adotar uma postura autocentrada e egocêntrica, o que a torna mais competente do ponto de vista emocional, pessoal e social”.

Se esta característica pode ser ensinada ou trabalhada em psicoterapia é uma questão em aberto para reflexão, de acordo com Daryl Van Tongeren, que disse ao The New York Times: “Paradoxalmente, as pessoas que estão mais abertas e motivadas a cultivar a humildade são as que menos precisam de o fazer. E vice-versa, as que mais precisam provavelmente seriam as mais resistentes a essa aprendizagem”.

Joana Valério, considera que a “humildade, sendo uma característica individual que implica algum grau de maturidade psicológica, que é passível de ser desenvolvida e moldada por experiências e pela influência do meio externo”.

Para a psicóloga da Claramente, para desenvolver a humildade, é importante:

O autoconhecimento: o conhecimento mais profundo das nossas limitações e a aceitação das mesmas permite-nos ter consciência da nossa necessidade de crescimento pessoal e de estarmos disponíveis para novas aprendizagens e experiências.

A aceitação da falha e o admitir dos erros: as pessoas que exibem capacidade para tolerar e admitir os seus erros, podem mais facilmente aprender com eles e evoluir, transmitindo igualmente aos outros uma honestidade emocional e uma dimensão humana despojada de ideais de perfecionismo que é apreciada e respeitada.

A aceitação da necessidade do outro: a capacidade para pedir ajuda e receber esse cuidado por parte do outro sem se sentir diminuído na sua autoestima é uma expressão de humildade que proporciona trocas relacionais de colaboração, solidariedade e afetos, bem como a experiência da gratidão.

O interesse genuíno pelo outro: a consciência de que todas as pessoas, independentemente do seu grau de instrução, idade, profissão e estrato social, têm experiências de vida diferentes da nossa e algo a partilhar permite-nos estar mais disponíveis para escutá-las verdadeiramente. Facilitar a expressão do outro e conseguir apreciar e elogiar as suas qualidades e talentos é uma via importante para desenvolver a humildade.

A empatia: o desenvolvimento da capacidade de nos colocarmos no lugar do outro e de procurarmos ir ao encontro das suas necessidades, numa relação de ajuda, por exemplo, facilita a descentração e promove a procura por contribuir para o bem estar do outro, sendo essa uma experiência de crescimento pessoal,

A consciência da finitude: a consciência de como tudo é efémero e transitório, e que os sucessos coexistem com as fragilidades, dispensa a necessidade de atitudes exibicionistas ou de auto-engrandecimento.

Texto de Catarina Pires | Ilustração de i-Stock

Ajudar o colega de trabalho não gera concorrência, mas sim admiração.

high-angle-photo-of-woman-on-ladder-2467396-scaled.jpg

Será sempre lembrado pela grande maioria daqueles que se dispôs a ajudar e a ensinar. E isso faz um bem enorme.

No meio de uma crise económica, por exemplo, em geral, passamos a temer a perda do nosso emprego. A vida está cada vez mais cara, o nosso poder de compra é diminuto, ou seja, não poder contar com um salário no final do mês é um pesadelo. Com isso, os ambientes de trabalho tornam-se menos saudáveis, uma vez que todos se veem como potenciais concorrentes.

Nesse contexto, muitos ficam atentos ao próprio trabalho e aos dos outros, com medo de que esteja sendo menos proveitoso, menos competente, menos elogiado e notado pelo superior. E assim não é possível haver interacção afectiva verdadeira entre as pessoas que ali trabalham, as quais são tidas como não-amigas, concorrentes, possíveis puxa-tapetes e, portanto, melhor se manterem distantes uns dos outros.

Logicamente, em qualquer serviço, existem pessoas mal intencionadas, falsas, perigosas e de fofocas, que sempre estão à procura de derrubar alguém. Mas isso ocorre em todos os sectores da vida, desde o mercado de trabalho, até mesmo nas conversas de bar. Quem possui um carácter deformado vai agir de maneira anti-ética onde e com quem estiver, porque faz parte da pessoa aquela escuridão e seguirá dentro dela para lá e para cá.

Não podemos é, por conta disso, negar partilhar conhecimento com os nossos colegas de trabalho. Na maioria das vezes, as pessoas são gratas com quem lhes ajuda, as pessoas crescem, desenvolvem-se e melhoram, jamais esquecendo-se de quem as ajudou nesse percurso. Será sempre lembrado pela grande maioria daqueles que se dispôs a ajudar e a ensinar. E isso faz um bem enorme.

Precisamos de nos consciencializar de que pode haver alguém que acabe ocupando o nosso emprego e isso não significa que somos derrotados. Ser despedido não é sinal de incompetência, não é motivo para achar que não tem mais nenhum jeito. A vida continua e conseguiremos recolocar-nos no mercado de trabalho. É preciso encarar como uma nova luta pela frente, um recomeço, uma nova oportunidade de ser melhor e mais forte.

Se houve algum erro da sua parte, aprenda e não o cometa mais. Tudo é aprendizagem, tudo vai voltar nos eixos. Apenas continue partilhando e ensinando, onde estiver. A vida e as pessoas têm um jeito especial de retribuir pelas coisas boas que espalhamos por aí.

Fonte: Conti

Reiki chega na Universidade do Algarve.

photo-1526781480235-d79b4866aa9c.jpeg

Os alunos da Unidade Curricular de Turismo de Saúde e Bem-Estar, ministrada pelo professor Figueiredo Santos ao 3º ano do Curso Superior de Turismo, da Escola Superior de Gestão, Hotelaria e Turismo, do Pólo de Portimão da Universidade do Algarve, viveram, no passado mês, momentos pedagogicamente inovadores com a participação da professora convidada, Dr.ª Maria João de Freitas, para uma dissertação teórico-prática modular de terapia Reiki, a qual, tendo sido bem demonstrativa dos benefícios da mesma como espaço de bem-estar físico e emocional, também constitui razão de ser do nosso agradecimento público. Bem-haja! Professor Doutor Figueiredo, da universidade do Algarve.

Fonte: arcj.pt

Istambul: Há um parque nas alturas para caminhar entre as copas das árvores.

Dror_Parkorman_08_Chords-Trampoline.jpg

Na cidade de Istambul, na Turquia, há um parque construído com caminhos entre as copas das árvores para caminhadas. Mas isso não é tudo, também há baloiços e redes para descansar e desfrutar de uma vista única da floresta.

A verdade é que a cidade de Istambul enfrentou um problema: a falta de espaços verdes. Por esse motivo, decidiram instalar o parque nas alturas, entre as copas das árvores, para aproveitar o espaço.
Responsável pela empresa turca de desenvolvimento Bilgili Holding, a equipa de tecnologia da Dror criou um parque conceitual que possui corredores elevados que se cruzam dentro e fora das árvores que ficam no chão. Localizado a 10 km ao norte do centro da cidade, o DROR visa atrair moradores para o parque e, para isso, o plano era preservar a vida florestal existente e complementá-la com estruturas surpreendentes que permitem que as pessoas usufruíssem. O parque está distribuído em várias áreas, mas cada uma diferente da seguinte e oferecendo experiências diferentes.
Na entrada, encontram um lugar para brincar, com baloiços e redes; mais tarde, um caminho flutuante que circunda as copas das árvores e termina com uma zona de trampolins.

A Holanda construiu pontes verdes para passagem de animais.

IMG_20191118_143747_162.jpg

Milhares de animais morrem atingidos todos os anos, tentando atravessar as estradas. Até os próprios seres humanos também estão em risco, pois podem perder o controlo do veículo tentando evitá-los e sofrer ferimentos graves e, às vezes, até a morte.

Felizmente, alguns países perceberam isso e criaram soluções engenhosas para que os animais possam atravessar as vias em segurança.
Na Holanda, as pontes verdes fazem parte de uma rede nacional de áreas protegidas. A Holanda já tem 30 pontes verdes construídas, já planeando a construção de mais 20, com o objectivo de permitir que os animais passem por estradas ou grandes ferrovias.

Este país possui mais de 600 túneis para a passagem segura de animais. Além disso, essas pontes verdes estão cheias de vegetação e isso permite que o habitat próximo à estrada não seja interrompido.
Sendo pontes verdes, os animais seguem a vegetação como um guia, o que os impede de atravessar as estradas e se expor a atropelar ou causar um acidente.
A Holanda é um dos países mais comprometidos com o cuidado e a preservação da vida selvagem.

Holanda tem o topo das paragens de autocarro cobertas de flores para abelhas.

green-bus-stop.jpg

Os telhados de centenas de paragens de autocarro foram cobertas de plantas como presente para as abelhas, por uma cidade na Holanda. Principalmente composta de plantas de sedum, um total de 316 foram cobertas de vegetação na cidade de Utrecht. Os abrigos não apenas apoiam a biodiversidade da cidade, como abelhas e zangões, mas também ajudam a capturar poeira fina e armazenar a água da chuva.

Os telhados são cuidados pelos trabalhadores que dirigem em veículos elétricos, e as paragens de autocarro foram equipadas com luzes LED com eficiência energética e bancos de bambu.

São apenas uma das várias medidas que Utrecht introduziu numa tentativa de melhorar a qualidade do ar.

A cidade pretende introduzir 55 novos autocarros elétricos até ao final do ano e ter “transporte público completamente limpo” até 2028. A eletricidade usada para alimentar os autocarros virá directamente dos moinhos holandeses. Utrecht também administra um esquema que permite aos residentes solicitar financiamento para transformar os seus próprios telhados em telhados ecológicos.

Afinal, o que são os Chakras?

naom_5dc56381141a1

Chakra é uma palavra sânscrita que significa ‘roda’ e representa os muitos centros de energia do corpo.

Esses centros de energia devem girar como vórtices e estão localizados em todo o corpo físico e também na aura. Na verdade, temos mais de cem, mas vamos concentrar-nos nos sete principais chakras que estão alinhados desde a base da coluna vertebral até ao topo da cabeça.

Cada um representa uma fonte de energia que fluí pelo corpo e transfere nossas experiências emocionais internas para nossa consciência física.

Múladhrara Chakra

Localizado na base da coluna, é representado pela cor vermelha e transmite o fluxo de energia vital necessário à vida física. Está relacionado com a sobrevivência e o sustento, com questões de dinheiro, abrigo e com as necessidades materiais básicas. Ligado a pensamentos e sentimentos de finanças, carreira, casa, posses e segurança física. É também o centro de estabilidade, coragem, impulsividade e paixão. Pode ser bloqueado pelo medo.

Swádhisthána Chakra

Localizado três dedos abaixo do umbigo, na raiz dos órgãos genitais. É representado pela cor laranja e corresponde a sentimentos, emoções, sexualidade, intimidade e desejos. Ligado a pensamentos e sentimentos relativos ao próprio corpo como por exemplo comida, bebida, sexo, vícios, hábitos de sono, exercício, peso e aparência.

Manipura Chakra

Está localizado acima do umbigo e é representado pela cor amarela. Estimula a actividade mental e sentimentos de autoconfiança. Relacionado com pensamentos e sentimentos de poder e controlo.

Anáhata Chakra 

Está localizado no centro do peito e é representado pela cor verde. Está associado ao amor: amor pelos outros, pelo mundo à nossa volta e, principalmente, pelo amor próprio. É o lugar da compaixão, empatia, compreensão, paz interior, perdão e cura.

Vishuddha Chakra

Está localizado no centro da garganta e é representado pela cor azul. Trata-se do nosso centro de comunicação. Está relacionado com a expressão clara e confiante.

Ájnã Chakra

Está localizado na testa, é o nosso centro intuitivo associado às nossas habilidades psíquicas inatas de poder ‘ver’ e ‘ouvir’ claramente. É o lugar da consciência, imaginação, auto-realização, percepção, invenção e visão.

Sahásrara Chakra 

Está localizado no topo da cabeça e respresenta o nosso centro espiritual com a mais alta vibração de energia. De cor roxa, corresponde à consciência espiritual, relacionado com pensamentos e sentimentos relativos a Deus, quer seja de aproximação ou relutância, com religião e espiritualidade.